3 | Ana Gléria dá a luz
Origem: spotify
Descrição
Quando o ex-governador Adhemar de Barros esteve em Ribeirão Preto, em 1947, ele talvez não tivesse a dimensão de como uma promessa de campanha, feita na Praça XV de Novembro, poderia mudar a vida de milhares de pessoas na cidade. Dentre elas, Ana Gléria, que trouxe ao mundo mais de 5 mil crianças e deu luz às vidas de milhares de outras mulheres, com informação e educação.
Neste episódio da temporada Escuta-qui Quando o ex-governador Adhemar de Barros esteve em Ribeirão Preto, em 1947, ele talvez não tivesse a dimensão de como uma promessa de campanha, feita na Praça XV de Novembro, poderia mudar a vida de milhares de pessoas na cidade. Dentre elas, Ana Gléria, que trouxe ao mundo mais de 5 mil crianças e deu luz às vidas de milhares de outras mulheres, com informação e educação.
Neste episódio da temporada Escuta-qui, a história recon(r)tada, eu conto como a Faculdade de Medicina da USP chegou à Ribeirão Preto por meio da vida da ginecologista e obstetra Ana Gléria, que foi voluntária em instituições da cidade por três décadas oferecendo educação sexual e informação para meninas e mulheres.
Esta temporada é financiada por meio da Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura, da Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto - Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto. Acesse o site www.escutaquipod.com.bri, a história recon(r)tada, eu conto como a Faculdade de Medicina da USP chegou à Ribeirão Preto por meio da vida da ginecologista e obstetra Ana Gléria, que foi voluntária em instituições da cidade por três décadas oferecendo educação sexual e informação para meninas e mulheres.
Esta temporada é financiada por meio da Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura, da Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto - Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.
Acesse o site www.escutaquipod.com.br
Transcrição
Essa temporada é financiada pela Lei Paulo Gustavo de incentivo à cultura, da Secretaria municipal da cultura da prefeitura municipal de Ribeirão Preto.
Pra começar essa história. Eu queria que você imaginasse uma cena.O ano é 1947. A praça 15 de novembro, no centro de Ribeirão Preto. Tinha passado por sua última e grande mudança em 1944.
Então a paisagem tava novinha, as árvores ainda jovens e pouco frondosas já tava lá.O monumento do soldado constitucionalista, o Pedro segundo, tinha programação intensa, e o teatro Carlos Gomes, na outra praça, tinha sido demolido 3 anos antes, 70000 pessoas.
Viviam na cidade e uma parte delas estava na praça. Naquele dia, elas se amontoavam à frente do palco, de onde o então candidato a governador, o Ademar de Barros, listava tudo o que queria fazer pela cidade.
Ou o de Ribeirão Preto, se eleito, daria Ribeirão Preto a universidade do interior. Aí, já como governador, em março do mesmo ano, ele estava indo para Goiânia. E o avião fez uma escala em Ribeirão Preto. Uma pequena multidão foi lá, inclusive o repórter Sebastião Porto.
Governador, teremos mesmo a Universidade do interior. Aqui em Ribeirão Preto é um compromisso que firmei com a população de Ribeirão Preto. O que o Ademar prometeu na Praça 15 já era uma demanda antiga e foi no governo dele.
Que o processo se acelerou até chegar o dia do primeiro vestibular para a primeira turma da faculdade de medicina da USP de Ribeirão Preto, que aconteceu no dia 4/04/1952.
E eu acho que o Ademar, que era médico, nem poderia imaginar. Como isso mudou a vida de uma jovem Ribeirão-pretana nos anos de 1970? Nós temos pouco dinheiro. Você tem.
Se você quiser fazer medicina, você tem que passar em Ribeirão. É a história da Ribeirão Preto da Ana Gléria, que eu vou te contar neste episódio, eu sou a Dani Antunes e esse é o escuta aqui, um podcast orgulhosamente caipira.
Aqui eu conto histórias do interior de São Paulo. Esta é a temporada do Escuta-aqui a história recontada. Em cada episódio, eu recorto uma parte da história de Ribeirão Preto e reconto por meio da vida de uma mulher.
Nesse episódio, você vai saber como a Ana, filha de um feirante descendente de portugueses e de uma dona de casa germânica, impactou a educação sexual. De meninas de Ribeirão Preto, escuta aqui essa história Ana Eugênia de Azevedo Gléria.
É médica ginecologista e obstetra. A história dela com a medicina tem 45 anos. Nesses anos, ela fez uns 5000 partos. Ah, muito bom, Hein? Muito bom. Mas o que me chamou atenção?
Foram os partos que ela não fez, os que ela ajudou a evitar. Pra você ter ideia, foi em 1960 que anticoncepcionais começaram a ser vendidos nos Estados Unidos.
Só que as mulheres de lá só puderam decidir sozinhas se tomavam ou não lá em meados dos anos 1970. Em 1962, o medicamento chegou ao Brasil e também começaram algumas pesquisas por aqui.
As revistas médicas brasileiras passaram a publicar conteúdos sobre o tema em 1966, mas só para os profissionais da área. Então, quando a Ana, com seus 1m45cm de altura e 37 kg, ela era um Cisco.
Decidiu que não seguiria o caminho na medicina. Que outras pessoas pensavam que seria melhor para ela. Mulher fazia pediatria, clínica médica, dermatologista, entendeu? Já foi um parto. Um parto é bom? Mas ela deu um passinho adiante e decidiu que só a clínica, só o atendimento médico, não era suficiente.
Ela decidiu falar sobre sexualidade, educação sexual e métodos contraceptivos. Em uma comunidade na qual brotavam adolescentes grávidas, a história começou assim, em meados dos anos 1970, a Ana integrou uma turma de estudantes que faziam voluntariado.
Da vacina nas crianças, falar de nutrição, pesar as crianças, orientar a hidratação. Levar remédio, arrumar farmácia. Eles iam ao parque Ribeirão Preto. Vinha um caminhão da prefeitura, sabe esse caminhão que tem de pegar folhas de aqueles que a carroceria é bem grande.
A gente ia, todo mundo, ia na carroceria do caminhão e era a Terra. Voltava marrom, né? Você imagina, né? Iam 10, 12 pessoas. E uma turma boa. E olhando bem. A Ana percebeu que por lá apareciam muitas crianças e adolescentes com questões de gente grande, além de muitas mulheres com muitos filhos.
E nessa, nessa época aí, além da gente de eu ir lá uma vez por semana, uma vez por mês, eu ia à noite e reunir a comunidade. Aí ela já estava em outro lugar, na casa de Betânia, no Ipiranga. E falava de método contraceptivo, porque me impactava muito.
Porque o povo tinha 8 filhos, 10 filhos, entendeu? E era uma loucura, né? Então eu fui focada nisso também, sabe? De não só do atendimento que o atendimento em qualquer lugar faz, mas focada na anticoncepção.
É, não tinha que evitar filho, gente. Era muita gente, era muito filho. A Ana foi voluntária por 30 anos na casa de Bethânia. Eu tinha um filho pequeno. Lembro que tô grávida da dos filhos, eu lembro um episódio muito interessante, eu grávida acho que foi da da minha filha já na segunda lá tinha, sabe?
O trem que passava lá no Ipiranga fechava a cancela, você tinha que parar lá, pá, parei lá cochilei, você acredita? Quando eu olhei para o lado, o povo já tinha ido embora, estava no meio da rua, grávida, teu sono miserável, né?
Eu falei, meu Deus. Além de atender como médica uma vez por semana, ela também ia lá uma vez por mês para dar palestra, falar sobre planejamento familiar e contraceção. No começo que eu fui, eram dez, doze filhos.
Mulher tinha. Quando já estava no fim dos 30 anos, já tinha 34 filhos só porque eu dava anticoncepcional, eu dava palestra, eu punha de julho, eu encaminhava na Garcia pra fazer laqueadura. E aí toda essa orientação resultou numa melhoria disso.
Você entendeu? Então eu era só um grão de areia num deserto, né? Mas, assim como eu, o serviço de saúde pública multiplicou isso. Daí começaram os programas de saúde da família, né?
Todas as orientações. Então, as políticas públicas contribuíram muito para isso. E a abertura também da sexualidade, de conversar de sexo em casa, de conversar de anticoncepção, também melhorou muito, porque antigamente não se falava disso.
O povo tinha relação do mesmo jeito. Acabava engravidando, ficava pegando doença, o pessoal engravidava, ficava desesperado, né? Ia lá numa mulher curiosa, qualquer, a mulher manipulava o outro pegava infecção, chegava aquelas infecção, baita infecção, aquelas baita hemorragia.
Quando não perdia o útero, né? Quando morria, né. Comigo nunca morreu ninguém na mãe, a gente chamava como eu era nova. E chamava os médicos de novo pra fazer essas desgraça dessas coisas, né? Então eu lembro da situação Lucas e chamava, ó, chegou uma porta aqui.
Daí a gente ia lá que eu disse, pô, mas isso acabou, isso hoje eu não tenho.Eu tô plantando a maternidade e não, não chega. Parto infectado não chega. Quando o pai da Ana disse para ela que a família tinha pouco dinheiro.
E que, por isso, se quisesse estudar, ela tinha que fazer faculdade pública em Ribeirão Preto, não significava que a família passava por necessidade. Falava, ó, tem você de mulher, mais 2 filhos homens. Eu tenho um dinheiro só.
E eu tenho que priorizar os seus irmãos, que são homens, porque eles vão ser chefe de família. Então é, você tem que passar em verão. Porque o dinheiro que nós temos tem que guardar para os dois que vem depois.
E aí não é difícil entender que, naquela época, a prioridade daquela família era garantir que os dois Irmãos, que eram mais novos do que ela, tivessem uma boa formação, boas profissões e fossem capazes de dar conforto para suas famílias.
Eram outros tempos. Agora, antes disso, também. Quando ela tinha uns 13 anos, estava mais ou menos na terceira série do ginásio, ganhava uns trocados ajudando uma vizinha, a dona Maria já era uma professora, a dar aulas de reforço.
Agora, eu fiz biológico, mas era muito boa de matemática. E então eu dava aula de matemática junto com ela. Aí até que ela morava perto da minha casa. Depois ela abriu lá na Vila da Saudade, lá embaixo, um espaço, um lugar que era lá.
Numa sala de aula tinha as carteiras e ela dava aula num pedacinho, eu dava aula no outro, e aí eu comecei a ajudar ela lá. Quando eu já fui para o colegial, eu já dava aula na minha casa, porque daí já ganhava um dinheirinho sempre.
Ah, adorava ganhar dinheirinho. Isso é coisa que eu sempre gostei de. Ganhar dinheiro é nas férias. Quando a vizinhança ficava lá, os meninos ficavam de segunda época. Eu marcava a hora que nem eu marco consultório das 7 às 8, João das das 8 às 9 e uma, né?
IA dando aula, tem hoje eu conheço gente que fala: Ah, você deu pra mim? Eu dava aula de literatura, literatura não dramática na verdade, né, é aquelas regras gramaticais, não sabia tudo. Hoje eu não sei mais nada, é matemática e dava aula de inglês.
Pai avisou, né, que para fazer faculdade tinha que ser em Ribeirão, só que medicina que. Eu era muito conversa dele. Meu pai falava assim, vai fazer medicina, nada vai fazer direito, pelo amor de Deus. Mas ela fincou o pé e foi para a USP de Ribeirão Preto.
Nossa, ninguém acreditava. Por que, né? Eu, o pé marrom lá do do Campos Elíseos, né? Ninguém acreditava, né? Assim, aquela faculdade que o Ademar de Barros prometeu instalar na cidade? Ela entrou na USP em 1973.
Nós éramos, em 80, 20 mulheres e 60 homens. A medicina em Ribeirão tem mulheres desde o primeiro vestibular, aquele lá de abril de 1952. Naquele ano, foram 320 candidatos. Destes, 15 eram mulheres. Na lista de aprovados, o primeiro nome é de uma mulher, Leoni Jeci Sperandio.
Na primeira turma se formaram 36 homens e 7 mulheres. Não .E daí para fazer a residência, eu fiz residência, eu de mulher, mas de 15 homens. Eram 16 vagas na residência.
Eu aí sim, aí eu aprendi, aí foi. Difícil, porque os 15 homens eram muito competitivos. Quem vai fazer tal cirurgia, quem não vai? E ela era a única mulher daquele grupo. Tipo assim, cirurgia não é coisa para menina.Você entendeu? É difícil.
Tá aí outra coisa que não é difícil de entender quando a gente pensa na época, bom, mas essa já não era a única coisa complexa naquele cenário. Outra dificuldade, só tinha o quarto para residentes.
Os plantões, deixa eu te explicar. Médicos residentes têm três graduações. R1, que é o iniciante, depois vem o R2 e finalmente o R3. Quando era R1, ninguém dormia. O R2 podia descansar. O R3 também.
Quando eu tava de plantão, eles queriam que eu dormisse com o R3 naquele tempo. Hoje, até acho que ele não ia esquentar a cabeça, naquele tempo eu tinha 25 anos. Aí eu não vou dormir no quarto com a residência. Já falei outros tempos.
Final dos anos 1970, ela não queria se enfiar num quarto com outro colega de residência. Era uma briga, minha filha. Eu brigava com o chefe do plantão, brigava com o preceptor da residência. Eu ia dormir com as anestesistas.
Era uma briga, não tinha quarto, residência. Eu falei, eu hei de ver o dia que só tiver mulher nesse departamento, né? Agora, se cirurgia não era coisa para mulher, Ana escolheu ginecologia justamente porque é uma especialidade que tem cirurgia.
Já estava namorando a Gléria. O engenheiro agrônomo Benedito Gléria, que estava começando a carreira e ainda não sabia onde ia se fixar para formar a família. Eu já comecei pondo na minha cabeça, o Gléria é agrônomo, se ele for lá no fim do Mato Grosso.
Eu tenho que fazer uma especialidade que me dê mais amplitude nas coisas, tenho que fazer uma especialidade que tem um pouco de cirurgia, né? Depois de ter dedicado boa parte da graduação à dermatologia. E eu me encantava com a obstetrícia porque a ginecologia mesmo de cirurgia, ginecologia não era muito não, mas gostava de obstetrícia.
Eu falei, sabe do mais não vou fazer dermatologia nada. O professor que me acompanhou naqueles anos não gostou muito não. Aí marquei uma reunião, uma conversa com o professor b Kelly.O professor Luiz Marino b Kelly. Fui lá na sala dele, professor, vim aqui falar com o senhor aqui, olha, agora é a hora de escolher.
Eu não vou fazer dermatologia. Ele queria me matar, cara. Ele queria me matar. Mas e quem dá conta da Ana? Na verdade eu não tive dúvida, porque eu não sei assim, eu sempre fui de ter meta, tá? 45 anos de carreira, 5000 partos, um casamento e 2 filhos.
Depois, o saldo é o seguinte. As mulheres hoje são mais é, tem mais autonomia, né?Elas cuidam mais do seu corpo, responde por seu corpo, né? É, toma, se toma, pílulas, se põe, Ju.
Ou ou se põe, se faz laqueadura. Elas respondem mais pro seu corpo, né? Elas gerenciam mais seu corpo. Antigamente a mulher não tinha muita, muita é fluência, principalmente no, na, na, na periferia, né?
No consultório ainda não tinha assim, né? Mas então mudou muito, mudou muito em relação à educação sexual, né? Tem mais o entendimento que é uma doença sexualmente transmissível, né?Como se proteger, né?
Embora que hoje a multiplicidade de parceiros é maior, mas o povo é um pouco mais esperto, né? E tem outras armas. Hoje tem vacina da HPV, né? Tem uma sorologia de rotina.
Pro pré Natal soro cheio de rotina na rede pública o povo reclama da rede pública tem. Eu vejo o povo na rede pública, tem tudo.E tem mais, faz um diagnóstico de uma simples aí já dá injeção lá mesmo, na hora já faz teste rápido, já trata, já acabou.
Então acho que as armas terapêuticas e diagnósticas melhoraram muito, né. O atendimento da mulher melhorou? Muito, mas tem um outro personagem aí nessa história que ainda precisa, talvez de umas aulas.
Agora, o que eu acho é que ainda patinando um pouco, melhorou um pouco, é patinando um pouco é a esterilização feminina a masculina, desculpa, o homem rejeita um pouco a vasectomia, né? O que eles são? Tem muito medo, né?
Tem medo de doença? Tem medo. Que a sua sexualidade fica prejudicada, né, né? A gente tem até na família e fala, Ah, não vou pirar que eu tenho medo. E aí fica a sobrecarga durante concepção na para mulher, né?
A Ana não faz mais o trabalho voluntário no seu consultório, ela comemora o resultado do trabalho de décadas. Foi de muito curto. As mães estão tendo entendimento que tem que a menina começou a namorar, tem que levar, porque no começo era assim, não, mas minha filha tem raça, não, mas traz aqui e não trazia.
A menina chegava grávida. Então eu falei, gente, não adianta esses um fingir que não faz e o outro fingir que não sabe, não adianta. Então as mães, principalmente quem são pacientes, ah, minha filha ficou mocinha, traz aqui com 11.
E com 12 daí toda vez que vem eu vou perguntar, tá namorando? Não, ó, precisa contar pra ti, Hein, que a namorada pra falar comigo aí, tá, vai daí da até que o dia a mãe falou, ó, tá namorando, Ah É, então tá e aí, como nós vamos fazer, já teve relação, ó, tem que ser, aí eu falo, ó, tem que ser claro com a mamãe porque se der algo dá ruim a bucha é dela, não é do seu pai não, ela que vai com você nas costas é sempre ou a mãe que não olhou.
É assim, se o menino for boa pessoa não sair na vida, é o filho do senhor fulano de tal.Se deu errado, a mãe que não deu educação, é por aí até hoje.Então é, eu falo, ó, você tem que conversar com a mãe e falo pra mãe, você tem que dar abertura.
Se você ficar falando, você não faz isso que você vai morrer, vier pecado, isso aquilo não vai dar certo.Você tem que dar abertura, explicar. Cada um tem o seu momento, um tem um momento de inicialização com 50 anos ou tem com 10, outro com 15, tem, cada um tem o seu momento, você tem que estar madura, pronta para isso.
Quando você quiser conversar isso comigo, você vai conversar.Aí explico, dando camisinha, dou, dou te concepciono a de concepcionar para menina novinha vai dar sim, é porque engorda, em vez de guardar assim, vai guardar assim, ó, então tem que dar.
Então, por exemplo, no consultório, hoje eu tenho uma menina de 16 anos, grávida, que não era paciente, que chegou essa semana, aí já grávida, mas paciente minha. Mas não fica grávida mesmo adolescente não tenho, não tenho na no consultório não tem grávida adolescente, porque a gente acaba com a história rápida, entendeu?
Já dá logo anticoncepcional muitas que tem recurso financeiro, põe o chip, né? Tô comendo baixa aqui, mas no SUS, no posto dá também, se tiver paciência de lá. E marcar as coisas foi também. Então tem muito recurso, tem muita arma para isso, entendeu?
Este é o escuto aqui, um podcast orgulhosamente caipira aqui, o conto histórias do interior de São Paulo. Este episódio faz parte da temporada a história recontada, financiada pela lei Paulo Gustavo de incentivo à cultura, da Secretaria municipal da cultura prefeitura municipal de Ribeirão Preto.
Antes de encerrar, eu preciso te contar que a cena que abre esse episódio foi criada por mim. Com base em informações do livro faculdade de medicina de Ribeirão Preto USP primeiras décadas, organizado por Maria de Lourdes Veronese Rodrigues, Júlio Sérgio Marquini, Hélio César Salgado e Carlos Gilberto Carlote Júnior, a voz do governador Adhemar de Barros foi criada por inteligência artificial no site vide nós.
O de Ribeirão Preto, o repórter Sebastião Porto é interpretado pelo meu colega Lucinho Mendes, que é radialista, meu amigo e repórter das antigas. É isso mesmo, eu tô lembrando. Eu tinha uma voz mais Guto Raal assim, oi Lucio, tudo bem?
Como é que você tá? Tal como ele era um cara muito alto, grandão e tal. É normalmente pessoas assim, com muita estatura, costumam ter a voz mais encorpada, mais grossa e tal, né?
Este episódio tem informações do livro Mulheres e medicina, homenagem às pioneiras da faculdade de medicina de Ribeirão Preto USP”, da professora Martha Edna Holanda Diógenes e asley, que, aliás, eu agradeço por ter conversado comigo e também do artigo “a experiência com contraceptivos no Brasil, uma questão de geração", da Joana Maria Pedro, da Universidade Federal de Santa Catarina.
Visita lá o site escutaquipod.com.br tem todos os episódios de todas as temporadas.
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É tudo isso que faz uma podcaster feliz.
A trilha dos episódios dessa temporada é do músico Fábio Bergamini, do Rubinho Antunes e do grupo Pó de Café.
Os sons são do FreeSound, da biblioteca, de áudios do YouTube e do Fábio Bergamini.
Esse episódio foi gravado no Estúdio Nova Nave.
Até a próxima.
