1 | A banda e as nossas vidas
Origem: spotify
Descrição
Um casal de 40 e poucos anos se muda para uma cidade pequena, no interior de São Paulo, com os cinco filhos. Qual atividade poderia entreter aquelas crianças de forma saudável? Essa era uma questão para a minha mãe e para dezenas de outras na cidade, que colocaram os filhos para aprender um instrumento na Estação da Cultura, sede da Banda Municipal, que há mais de 30 anos muda a história da cidade e das pessoas da cidade. Este episódio conta essa história a partir da vivência da minha família e com depoimentos importantes, como o do jornalista André Nagib Moussa, filho do prefeito que tomou essa iniciativa e ele mesmo testemunha ocular do surgimento da ideia. Tem também as histórias dos meus irmãos, dois deles musicistas graças à banda, a Angélia e o Rubinho Antunes. A trilha do ep é do Rubinho Antunes e tem a participação especial do Rafa, meu sobrinho, filho da música também. Na imagem sou eu tocando clarineta, meu primeiro instrumento.
Transcrição
(Esta transcrição foi gerada automaticamente. Por isso, ela pode não estar totalmente precisa.)
o que fazer com cinco crianças dentro de casa em uma comunidade cuja única opção de lazer é um cinema frequentado esporadicamente em razão da programação e do valor do ingresso sem internet dvd e nem videocassete as cinco crianças tinham recém chegado em santa rosa de viterbo uma pequena e não muito pacata cidade do interior paulista.
a mais velha delas tinha treze anos o mais novo seis a mãe quarenta e cinco anos trabalhava fora o pai quarenta e seis igualmente saía para trabalhar todos os dias de manhã até à noite o que mudou a vida e a rotina desta família e de centenas de outras pessoas nesta cidade foi a música a de treze anos era eu prazer daniela.
eu vou contar essa história da forma como eu me lembro comemora emocional histórias reais santa rosa é uma cidade que fica entre macondo e bacurau vizinha de umirim sabe santa rosa do viterbo vocês conhecem santa rosa nenhum outro que cor é perto de um mirim tá olha num cavalinho marchador em meia hora você está em cajuru também não qual é a falta de cultura gente é na cultura geográfica é perto de ribeirão preto.
lá tampinha de garrafa se chama biquini tinha fazendo a malha dos matarazzo é terra do mais premiado jornalista brasileiro o josé hamilton ribeiro é também onde nasceu a letra de cuitelinho do paulo vanzolini em santa rosa num passado não muito distante os nativos levavam os forasteiros para caçar tirisco uma lenda que nem mesmo a internet é capaz de quebrar que não vou ser eu que vou fazer isso agora não é em algum momento da primeira metade dos anos de mil novecentos e oitenta minha mãe chegou em casa com a notícia de que seria formada uma banda na cidade e que todas nós tocaríamos nela era um cinco quatro meninas e eu angélica renata e a clarissa e um menino rubinho dava quase uma banda inteira de rock talvez li não me lembro se tiver a chance de escolher se tocaria ou não na banda o que é irrelevante em se tratando de uma filha de bárbara bom esse é o nome da minha mãe descendente de sírios libaneses forte e determinada mandona né li projeto enfim era muito bom hoje eu vejo como revolucionária eu acompanhei de perto o surgimento da nossa banda pois ela fazia parte de um pacote cultural e educacional que o nagib tinha vontade de implementar na cidade o andré é filho do nagib esse pacote era o composto do do restauro da estação a criação da banda da escola de música carnaval de rua festa de reis festa da piracema e criança fa isa entre outras coisas imagine o primeiro prefeito democraticamente eleito depois da anistia de mil novecentos e setenta e nove formaria uma banda em uma cidade pequena emprestando instrumentos para quem quisesse tocar sim era tudo de graça aula de graça estado de graça e tudo tinha muita muita graça tua mãe trouxe uma equipe de estudantes de arquitetura lá de ribeirão para fazer o projeto do restauro do prédio do mar é filho do nagib e anos depois também foi prefeito da cidade e nesse meio tempo junto cultura que também foi peça importante na criação da banda eles começaram a a pensar num projeto como seria a escola a escola de música e que essa escola teria o o maurílio como maestro depois que os três finalizaram o projeto eles entregaram na mão do prefeito nagib nagib leu e mandou chamar o maurílio e perguntou para ele se ele daria conta daquilo tudo com a resposta positiva do maurílio os alunos começaram as aulas e deu no que deu nossa banda hoje é melhor do brasil sem modéstia né andré a banda hoje é o orgulho da cidade ao longo dos anos santa rosa perdeu a pujança do final do século passado nem várias questões mas a banda ficou até hoje e é referência referência não só regional mas nacional né já que a gente já ganhou vários títulos estaduais e nacionais a estação virou um templo de música fica no final da rua onde eu morava avenida rio branco calçada com paralelepípedos que às vezes ficam dourados dependendo da hora que bate o sol sabe duas vezes por semana com instrumento na caixa eu subia para ter aulas e aos sábados à tarde para ensaiar eu tocava clarineta mas como estava mesmo era o saxofone achava mais bonito maurílio de oliveira que é maestro da banda até hoje me convenceu a tocar requinta para me adaptar a partitura quando enfim eu tive a chance de tocar sax não durou muito me apaixonei pelo agudíssima e voltei para ela mas não foi por muito tempo quando eu fui para a faculdade deixei a banda a rotina de aulas e ensaios era incompatível com a da universidade e também com os meus interesses naquela época eu participei da primeira formação da banda com experiência foi uma experiência única que a gente vai levar para a vida toda inclusive a gente tocou até carnaval de rua tocando no grêmio foi foi muito legal em oitenta e sete se eu não me engano eu tive que deixar a banda porque eu comecei a trabalhar no banco e sobrava muito pouco tempo para o ensaio o dani a minha vida na música foi muito muito engraçada foi muito legal esse é o paulinho bada que também é muito muito engraçado é sabe aqueles pais que queriam colocar que colocam os filhos em tudo quanto é coisa então os meus pais são desse também eu fazia várias coisas enfim a música era uma delas fiz aula de flauta a minha professora angélica eu tive vários professores que eu fiz vários vários instrumentos chefes fiz flauta depois eu já ministrei no teclado fiquei oito anos teclado anitta cheguei a fazer clarineta é transversal e o bot é mas não me adaptei muito eu lembro que eu fiz dois recitais e foi a coisa mais linda os meus avós meus tios um dos recitais foi dentro da própria estação naquela parte de trás ali é dos trilhos e o outro foi no antigo cinema cinema aquele do começo da história que fechou como a grande maioria do cinema muito bacana foram os meus amigos da escola foram minha foi minha família depois a gente saiu para comer então foi muito muito legal a minha influência na música foi bastante e longa né eu comecei com seis anos de idade terminei com quinze terminei porque todo adolescente chato é chato né e para infelizmente com as coisas é parei com inglês para enfim com várias coisas e a música eu fui uma delas a minha história com a banda é assim sem muita emoção mesmo eu acho mas ela é o que menos interessa a banda de verdade mudou a vida de muita gente olá a todos sou joseane se colani tenho quarenta e quatro anos somos diz estadão orquestra sinfônica de ribeirão preto onde eu toco um instrumento chamado o boé sou graduada pela usp de ribeirão preto a faculdade de filosofia ciências e letras conta e jose passei grande parte da minha vida na estação da cultura desde a minha infância até a fase adulta eu aprendi desde pequena lá depois fui me especializar prestei o concurso da da prefeitura e minha filha tiver como professora de saxofone flauta e eu boé tive a minha primeira filha aos dezoito marcela mas isso não me impediu que eu continuasse o meu grande sonho que era viver de música e estar nesse meio eu me afastei da banda no período de licença maternidade mas depois voltei e acabava que levando a marcella nas viagens porque eu a mãe amamentava aí e precisava é levar era tranquilo ao pessoal me ajudava bastante e tinha alguns meios que iam também para acompanhar a banda então enquanto eu tocava pessoal me dava uma ajuda um apoio então era possível teve até uma viagem que ela ainda era neném e a gente foi tocar em socorro num concurso e era uma viagem longa né estava um calor enorme e eu acabei que tendo que dar um banho não é meio que improvisado numa pia do de uma escola lá mas foi tranquilo eu estava calor a água estava morninha e foi e deu tudo certo em dois mil e nove eu consegui consegui entrar na usp e aí as coisas começaram a tomar um outro rumo na minha vida eu continuei ainda dando aulas na na estação mas começou a ficar mais difícil porque era outra cidade é as aulas eram no período integral então as coisas começaram a ficar mais difíceis eu também tocava numa banda de baile a fascinação banda show e começou a chocar as datas da banda de baile com a banda filarmónica então isso começou é fica difícil eu também fazia caxias de casamento em riberão já estava inserida no cenário comercial de ribeirão então por conta disso acabei tendo que me desligar da banda e mas que eu trabalhei por dezoito anos e fora o período que eu comecei né ao todo foram acho que vinte e oito anos de participação na banda meu pai o rubão largava tudo para assistir uma retreta era tão emocionante tocar quanto vê-lo feliz com a música principalmente os dobrados que o senhor nagib também gostava muito eu olhar e sempre achei que dobrada é que é música de banda mas isso também é irrelevante meu pai é para ver os filhos eu angélica renata rubinho tocávamos isso emocionava com o conjunto todo hoje com alzheimer quando ele vai ver a banda ele ainda se emociona a música eu acho é o que mais conecta meu pai com o mundo sim a banda existe o projeto cresceu tem uma banda jovem que é para quem está começando e a principal onde tocam aqueles que têm mais experiência com os instrumentos em uma cidade industrial pequena onde as pessoas trabalhavam na lavoura de cana no comércio na indústria ou de onde simplesmente embora a música proporcionou uma grande revolução o paulinho paulinho sempre foi menino muito legal assim é essa memória do rubinho antunes o trompetista logo mais eu vou falar mais sobre ele que tocava no fone no no começo depois ele mudou para a tropa quando aparecer as primeiras trompas de orquestra na banda e sempre foi muito humilde e um período ele ficou sem emprego e o emprego que apareceu para ele foi foi se for cortar cana que é uma aqui na cento e quinze que era uns um emprego muito visto com muito preconceito por conta de ser uma coisa muito pesada de se fazer é cortar cana não era fácil tinha que você viu o chamado bóia frias ele saiu muito cedo e levava comida e ficava o dia inteiro cortana cana para poder levar os e e e o rendimento o que eles ganhariam depende da quantidade de cana que eles cortavam você tem além de seu trabalho aqui que muito penoso era você tinha que ser muito forte fisicamente e o paulinho ele mas é porque ele cortou cana e não deixou de tocar na banda então é uma coisa que quero impressionante a determinação dele de trabalhar e continuar fazendo atividades artísticas e hoje em dia ele trabalha na ferramenta eu acredito com esse tudo ou ele fez faculdade tudo mais aí tem emprego bom é um cara que que que venceu na vida nesse sentido mas nunca nunca sem deixar o de lado o que eu gosto de fazer que é tocar também então é um exemplo assim pra todo mundo exemplo de vida para todo mundo que ele fez e é digno de aplausos angélica a minha irmã se casou com oswaldo que ela conheceu na banda ela se formou em música na unesp ele na universidade livre de música em são paulo vive na capital e vive de música os filhos deles romeu e luma aprendi um monte de coisa com eles inclusive a música nessa gravação é a luma cantando e o romeu tocando teclado o a renata estou com muito tempo parou teve filhos depois voltou já adulta agora parou de novo mas suas filhas maria clara e luciana tocaram também na banda ela é professora de educação infantil e a música instrumento de trabalho para ela com os pequenos ela faz ensina música o rubinho artista da família irmão mais novo só como é que é a gente paparica mesmo da mesa gerada mas é tudo verdade viu então eu entrei na banda naturalmente assim por conta de minhas irmãs tocavam na banda meu pai frequentava ensaio eu ia com ele novos ensaios para para acompanhar e gostava muito de ouvir a banda e eu tinha seis anos sete anos de idade certa estou a falta doce ficava tentando tocar junto com a banda falta doce aprendeu a ler música antes de saber ler e escrever então naturalmente o maestro viu me interesse murilo e me ofereceu trompete para o cais quando entrou na banda descobri a sua primeira paixão o trompete um um eu não escolhi instrumentos frente que me escolheu mas mas aconteceu naturalmente assim com essa esse contato direto né com os ensaios irmãs tocando eu me espelhando nelas um exemplo né minha primeira memória na banda depois de tocar flauta doce eu lembro tocando falta um pouco durante os ensaios mas eu lembro o primeiro ensaio da banda que teve tinha um um outro trompetista da banda mais velhos é que fala gosta que eu lembro que eu estou aqui sentado na cadeira não não alcançava o pé no chão ainda nem ficam com balançando e tocando eu lembro dele não ter tocado uma música inteira um arranjo que tinha na banda de aquilo que eles são a jura que ficou famoso com o zeca pagodinho agora recentemente ele regravou isso e aí eu lembro que na parte de tudo na partitura do do ano estava escrito homenagem ao grande figueira o que era um um dos uns dos antigos da banda ele tocando essa música o zeca me olhando ele não tocou nada da música e fico olhando eu estou cá porque era muito pequenininho e ele mais velho de de ver tem uns quarenta e poucos anos eu tinha oito eu lembro dessa imagem assim do primeiro ensaio é o que tem na minha cabeça isso a rose foi a segunda para chão que a banda deu para o rubinho o daniel rubinho pediu para eu mandar um uma gravação aí para você não sei não sei se se você vai precisar ou não mas bom só para dizer essa rose a minha cunhada e eu toquei na banda de santa rosa eu acho que dos onze aos dezoito anos eu morava na fazenda amália porque o meu pai trabalhava lá eu nasci lá e vive lá vive na fazenda até os catorze anos e era um lugar super especial tenho ótimas lembranças de lá mas era uma fazenda era uma comunidade pequena e e a gente sempre precisava ir pra santa rosa apesar de ser próximo é são acho que cinco quilômetros era um um evento importante para lá a gente ia pelo menos duas ou três vezes por semana para a cidade mas era estrada de terra e meus avós moravam lá tinha que ir ao banco supermercado a gente estava sempre lá e e a minha mãe sempre pensou em atividades para a gente fazer lá para conhecer outras pessoas e sai um pouco do do ambiente pequeno que a gente vivia em bom vê-se que não era só a minha mãe que procurava atividades para os filhos não é então ela me colocou na banda para aprender violão de lá eu do violão eu comecei a a tocar flauta doce não num grupinho e depois me apresentaram a clarineta quando eu entrei na banda acho que com onze anos eu tocava clarineta e e para a banda foi muito bom e muito importante para mim porque para mim a música e ter feito parte de um grupo como esse era eu me senti em poderá da era era um momento importante e para a cidade e tocar na banda e e se mostrar para outras pessoas foi foi muito legal apesar de eu não ter seguido carreira na música é os amigos que eu tive que que que eu conheci na banda sempre tiveram perto de mim de alguma maneira eu fui estudar para eu fui estudar na unicamp onde já tinha um dois amigos da banda que também tocavam na banda que estudavam lá é na unicamp também eu comecei a namorar o rubinho que que se tornou meu marido que tocava na banda também e é isso eu acho que a música está sempre presente e eu quero que ela continue sempre presente na minha vida na vida dos meus filhos e da família eu acho que que vale por qualquer terapia e a banda acabou influenciando no segmento total da minha vida né porque da banda eu tirei minha profissão virei músico da banda veio minha esposa e diretamente meus filhos né então na banda é meio que que seguir o que fez o o norte da minha vida eu faço de eu ter escolhido estudar estudar música é uma é uma orelha me levou o primeiro festival que eu fiz em tatuí em noventa e dois partir daí foi quando eu decidi isso é músico mesmo tem uns treze catorze anos de idade então foi meio que o o foi meio não é o que decidiu o que seria da minha vida foi a banda de santa rosa de viterbo rubinho vive de música tem carreira solo toca com monte de gente importante e ele a rose ensinam também aos seus meninos o rafael é o benício tum não todos na minha casa foram impactados pela música e compartilhamos esse impacto que para mim é revolucionários a única da casa que não tocou na banda foi a mais nova das meninas a clarissa meu nome é clarice eu sou professora eu quando era criança eu tocava flauta doce que era o instrumento mais fácil e era um instrumento que não exigia muito de mim não é é um instrumento fácil de tocar mas na realidade eu nunca gostei assim de tocar eu sempre gostei da dança minha a minha parte de arte sempre foi mais voltada para a dança não para música eu toquei não toquei muito tempo porque pouco tempo de vez em quando eu dou uma arranhada no piano mas bem coisa bem pouca mesmo né muita coisa mas o meu negócio mesmo sempre foi a dança e a música ela sempre ela sempre foi esse ou não é de uma forma positiva aqui em casa ela sempre teve um um lado positivo né é eu vejo pelos meus irmãos que eles são mais centrados né eu não sou centrada de jeito nenhum mas os meus irmãos eu vejo que eles são bem centrado e hoje eu gosto de escutar banda tocar como eu sempre gostei já acompanhei a banda em algumas cidades e e eu sempre gostei e de escutar mas não de tocar a minha filha e da maria também não teve oportunidade de tocar na banda em ribeirão preto onde a gente vive não tem um projeto tão revolucionários quanto aquele que proporcionou tantas oportunidades e mudou a vida de centenas de pessoas temos que deixar registrado também todos aqueles que já se foram passaram pela banda como disse eu passione figueirão figueirão foi um dos remanescentes da arc essa adorado falamos dos grandes do um dos músicos antigos da cidade né como é que esta dourado foi a questra de baile que teve santa rosa ele apesar de gago ele era cantor e trombonista na banda que tocava bombardino e levou os filhos deles também pra tocar na banda o gabriel rogério e o ivan tocavam também na banda o e o rogério inclusive até hoje é professor de música lá na banda e tem uma escola de música e o figueiral ele ele ele praticamente deu a vida dele pela banda né porque ele faleceu logo após a apresentação da banda num concurso que teve concurso estadual de bandas que teve lá em santa rosa mesmo e a gente tocou logo depois ele teve infarto e faleceu então foi uma coisa bem intensa acredito para ele a última coisa que ele fez na vida foi tocar na banda seu e-mail doutor hélio joão garcia os irmãos fernando e patrícia almeida e tantos outros que já nos deixaram encontro contribuíram muito para o crescimento da banda e também claro a visão do seu nagib né que acreditou investiu em um projeto vencedor um legado também que a banda nos deixa é a formação de profissionais excelentes profissionais aliás como é que os exemplos estão aí o douglas henrique rubinho antunes tutu e vários outros que hoje são músicos profissionais graças à nossa escola de música em santa rosa de viterbo eu acho que isso é uma das coisas mais importantes que tem que ser registrado está bom hoje eu gosto de música clássica eu gosto de ópera eu gosto é é amo essa parte instrumental amo parte de tudo de cultura relacionado a a música os meus amigos são assim as pessoas com quem eu me relaciono são assim então não tem como falar que a música não me influencia não me inspira todas as viagens que eu faço é para londres eu fui no hay albert hall na austrália a fui assistir uma orquestra que eu achei a coisa mais linda do mundo eu amo amo amo sou apaixonado por musical já fui na brother já já vi vários espetáculos isso a apaixonado literalmente na bélgica eu lembro que a gente estava com um grupo de amigos e um pessoal todo foi para para vários é um pub várias pessoas e eu falei não vai ter uma apresentação na praça e era de uma de uma sinfônica e eu falei não vou para o clube eu vou ficar aqui todo mundo eu risada e e meu foi a coisa mais linda da vida um monte de velhinho aquela coisa é aquela coisa bucólica que a europa e e finalzinho do dia à noite então nossa me impressionou me marcou muito é uma das viagens que eu fiz também para um navio cruzeiro na europa é teve um um tinha um espetáculo à noite que é que era de ópera e tinha uma festa e todo mundo foi para festa e eu fui a única que fui para a ópera então isso me influencia muito muito muito puto se de professores que me marcaram tem a josi tem a simone tem angélica tem o marcos tem o próprio maurílio é que é um dos cabeças né do daqui de santa rosa enfim como não influenciar uma cidade não é uma uma estrutura eu acredito que a estação aqui deve ter por volta dos seus trinta trinta anos talvez eu acredito então se eu tenho uma referência assim que fiquei e não seguir carreira imagino quantas pessoas cheguei a participar dos ensaios da banda não fiz nenhuma apresentação porque foi nessa transição que eu acabei saindo mas fui em sei lá meses um dois meses sei lá três quatro meses não lembro de ensaio mas não cheguei a me apresentar pela pela banda da cidade mas sei o tanto que as pessoas gostam sei o tanto que é bom pra pra as crianças para a juventude daqui é uma coisa que é totalmente de graça apesar de você ter um custo com com material e como a paleta que eu tinha que é descartável não é essa não usem fiz um compra e é e é para sempre é é muito bom porque você se ocupa porque você tem meu várias coisas então é muito legal e é isso a influência da música até hoje está no meu dia a dia está no meu costume está nos meus hábitos está nos meus valores né quero ou não o roteiro a edição é a locução das podcast é da daniela fará um túnis tem entrevistas com o andré nagib moussa paulo badano josiane circo lane clarissa faria antunes rosicler barbosa e rubinho antunes que é também que fez a trilha tem áudio da entrevista que o ex deputado chico alencar deu pro jô soares em mil novecentos e noventa e oito quando eu nem tinha nascido ainda eu sou rafa filho da rosa do rubinho sobre ainda ta ta dani da jujuba né toda a vó rita do botijão me dá vou bater do rubens aprendeu música com meu pai já toquei no dia zuber não sei se eu vou ser músico mas sou filho da música
